sábado, 23 de julho de 2016

Lagoa do Peri - Parte Norte

Hoje a remada foi lacustre, de dupla jornada e bem acompanhada. O local escolhido foi a Lagoa do Peri, ainda não explorada no sup por mim, mas já bem conhecida pelo novo amigo Carlos, que uns dias antes topou a missão sem pestanejar. O velho amigo Demetrius também aceitou o desafio e já conhecia o sul daquelas mesmas águas em cima da prancha.


Carlos chegou bem cedo, e logo que nos encontramos deu a letra que o plano inicial, de dar a volta em toda a lagoa, seria difícil de executar. O vento estava com rajadas fortes, que exigiam bastante dos braços. Mesmo assim botamos as pranchas na água, mas mirando direto para o norte, contra a ventania, de forma que a volta fosse mais tranquila. E assim fizemos 3.5 km em 52 minutos. Com boa conversa e apreciando a natureza exuberante o trecho passou voando. Logo que atracamos, Dema chegou na área para fazermos um segundo tempo. Carlos, que tinha um compromisso foi embora, mas não sem antes tirarmos uma foto para registrar o encontro. 


O trajeto foi praticamente o mesmo de antes, só um pouquinho mais longo pois dessa vez ficamos mais perto da costa. E também diferente pois fizemos uma pequena parada na prainha, para tomar uma água e bater a foto abaixo. Nos dois trechos a volta foi praticamente um velejo, com o vento nos empurrando com força para o ponto de partida.


Em suma, mais um dia de sup muito legal. Valeu a pena conhecer melhor esse enorme manancial de água doce da nossa ilha. Sabendo que o melhor desse encantador lugar eu ainda não vi, ao contrário dos meus dois companheiros, que é a famosa cachoeira da Gurita. Aí sim, dizem que a beleza é verdadeiramente espantosa. Mas deixa estar que na próxima oportunidade resolvo essa pendência. :-)

Carlos e Dema, valeu a parceira! Grande abraço e até breve.



domingo, 17 de julho de 2016

Beira Mar Norte e Ponte Hercílio Luz

Depois de um mês sem botar o remo na água, hoje finalmente foi dia de continuar a volta na nossa bela Ilha de Santa Catarina. Provavelmente o trecho é o mais urbano que se pode fazer por aqui, e também um dos que traz sentimentos bem distantes. Daqui a pouco explico isso melhor. Saí do rancho de pescadores da Ponta do Coral por volta de 13h. Minhas preciosas me deixaram lá e combinamos de nos encontrar primeiro no trapiche, e depois nas escolas de remo, onde a travessia terminaria. Depois de partir, a companhia foi apenas um vento sul bem suave e geladinho.

Muito interessante notar o efeito do vento na água, que ficava bem nítido na superfície. Em alguns locais ele deixava o mar um pouco mais encrespado, quando mais afastado da costa. Em outros a lisura era incrível, mais para perto da rodovia. Fiquei no meio termo, pois as saídas de esgoto não são nada bonitas de se ver por perto. E é nesse tema que vem a parte triste dessa remada.

Impossível não reparar a sujeira e a poluição nesse trecho do nosso mar. Vi de tudo boiando na água. Embalagens de comida, garrafas pet, papel e até fraldas! Uma sujeirada sem tamanho. Fora umas manchas marrons que parecem óleo. Não sei o que são, mas boa coisa não devem ser. Uma lástima. O movimento dos carros e os prédios até que são um contraste interessante na paisagem, mas a condição da águas é nitidamente algo muito feio e triste.



Depois de uma breve paradinha no trapiche, rumei direto para o cartão postal de Floripa. Ver a ponte velha de dentro da água é muito legal. Fica muito mais perceptível o tamanho dessa antiga obra. As torres de sustentações colocadas para a sua reforma até parecem ser parte permanente, pois a situação das peças originais é nitidamente precária. Dá a impressão que a Hercílio Luz nem se sustentaria sozinha sem aquilo tudo. Tomara que o dia da sua reativação enfim chegue.


Terminei a remada um pouco antes do previsto, ao lado do Scuna. Não sem antes reparar nas casa construídas embaixo da ponte. Algumas bonitas, outras precárias. De qualquer forma, seja qual for o nível da morada, trata-se de um lugar muito peculiar para se viver.

Valeu a pena fazer esses 5km em 1 hora de remada. Recomendo o passeio aos supistas que por aqui vierem.

Grande abraço e até a próxima.

PS: Obrigado pelas fotos e pelo frete, Fran. 
;-)

domingo, 19 de junho de 2016

Ilhas da Barra da Tijuca - Rio de Janeiro

É incontestável. O Rio de Janeiro é uma nas mais incríveis maravilhas da natureza. Aquelas pedras gigantescas são de tirar o fôlego. Que tal ir remando até algumas dessas ilhas rochosas e ainda poder pular lá de cima? Essas travessias devem ser alucinantes. Veja esta reportagem e comprove.

domingo, 5 de junho de 2016

Rio Ratones

Hoje a remada foi fluvial. Eu e meu amigo Leonardo entramos na água às 9 horas, partindo de uma pequena praia lá no fim de Sambaqui. A ideia era entrar no rio Ratones e explorar um pouco de cada um dos seus afluentes que encontrássemos no caminho. Tocamos direto até um estuário, parando apenas para tirar uma foto da placa que avisa que a partir daquele ponto estamos em uma reserva natural, onde é proibida a pesca.
O silêncio em todo o trecho é incrível. Apenas o barulho do remo na água, das aves e, eventualmente, do pulo de alguns peixes. O lugar que paramos é dominado pelos pássaros, que devem ter um banquete todo dia por lá. 
Depois de tomar água e comer umas frutas, seguimos rumo ao leste. Entramos no lado direito de uma bifurcação onde o rio acabava, com o asfalto passando ali pertinho. Voltamos, entramos no lado esquerdo e logo chegamos em uma ponte. Não passamos por baixo dela, e, naquele momento, nem conseguimos identificar que ponto de estrada era aquele.
Então começamos a jornada de volta, com mais 3 riozinhos para explorar. O primeiro ficava bem ao lado do estuário. Entramos uns 100 metros e voltamos. Logo após outro, bem maior, que também estava ali perto. O interessante desse é o seu formato, um retão enorme, que até nem parece natural. Remamos bem pouco nele, apenas para registrar o trecho. Por fim, um último córrego que já tínhamos visto na ida, bem estreito. De fato, logo depois da entrada já era bloqueado pela vasta vegetação que o encobria.
Pouco depois já estávamos novamente no mar. Um fraco vento sul veio contra nós, mas nada que atrapalhasse o fim dessa viagem. E aí nosso percurso e tempos. Foi massa!

sábado, 4 de junho de 2016

Limpeza da Ilha de Ratones Pequena.

Olha aí quanto lixo a galera retirou hoje da Ilha Ratones Pequena. O grupo foi com a equipe de SUP Sambaqui e fez um belo trabalho. Parabéns. Ifelizmente não pude participar, mas deixo aqui o registro dessa bela iniciativa. Que sejamos todos remadores unidos na proteção da natureza. Confere uma matéria bem completa sobre o evento no Daqui.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Ilhas de Ratones

Dia 26 de maio de 2016, uma remada histórica. O toque foi dado um dia antes pelo amigo Glauco, que já havia feito o mesmo trajeto com a equipe do SUP Sambaqui. Botei pilha em uns tantos, mas apenas o parceiro de banda Fábio topou entrar na água. Nunca tínhamos feito um passeio coletivo, eu no máximo com mais outra pessoa, mas já começamos bem, com mais ou menos outros 50 remadores. Chegamos cedo e antes de cair na água trocamos várias ideias com o Fabio, que produz o canal Condição Atual no Instragram. Um pouco depois das 9:00 horas entramos. O mar estava lisinho, perfeito. Foi só mirar na prainha da Ilha de Raton Pequeno e deixar a pressão do remo levar. A brisa era quase imperceptível. 
Chegando lá lotamos a praia de pranchas. Rolou aquela hidratação, um piquenique e uma foto que mostra bem a quantidade e a empolgação dos participantes. Antes de continuar o trajeto todos prontamente se fizeram acompanhados por suas barcas na clássica posição vista em fotos de surfe. Olha só a linda imagem feita pelo Renê RachadelSim, dá um certo trabalho alinhar tantas pessoas equilibrando pranchas tão pesadas, mas certamente é muito divertido registrar o momento. A sinergia e o alto astral coordenam tudo de forma perfeita. 

Alimentados e dispostos, partimos para primeiro dar a volta na ilhota, e só depois rumar em direção a Raton Grande. Nessa etapa o vento já tinha apertado um pouco e pegamos ele de frente até a outra ilha, mas nada que atrapalhasse muito.
 A galera desceu na praia que fica no sudoeste. Menos de 50 metros de extensão e sem muito procurar já foi possível encher um saco médio de lixo. Tsc tsc... Quando as pessoas terão mais respeito pela natureza? Conversei com a Débora, organizadora da travessia, e já existe a ideia de fazer um remadão dedicado limpar lugares paradisíacos como o que estávamos. Estamos juntos! E mesmo com tantas fotos bonitas, fica também a imagem abaixo, pra ninguém esquecer o quanto é feio jogar lixo por aí. 
Partimos então para a Fortaleza de Santo Antônio de Ratones, que é bem impressionante quando vista de perto. A edificação está em reforma, mas mesmo não entrando nela é possível passar horas contemplando terra, mar e as obras humanas do passado. Olha eu ali na ótima foto panorâmica tirada pela Elisa.
Na volta o vento nordeste estava mais forte. Mas pegando os remadores meio de lado, até que deu uma ajudinha para a etapa final. Tentei acompanhar a Rafaele no trecho final, mas a menina de 11 anos deixa qualquer marmanjo engolindo água. Enfim, foi tudo muito legal! Parabéns a todos nós que encaramos esse passeio e também a empresa SUP Sambaqui, que conduziu os remadores em grande estilo. E que venha a próxima.     


 
PS: É muito legal remar com mais pessoas. Certamente é mais seguro do que sozinho e também mais divertido. A conversa flui fácil e dá para fazer muitos amigos. Mesmo assim dá para ter aqueles momentos de solitude, em que somente você e o mar se comunicam.

sábado, 7 de maio de 2016

Remada 8: Canasvieiras - Ponta das Canas

Muito boa a remada de hoje. Da ponta de Canasvieiras direto para Ponta das Canas. Mínimo vento vindo de noroeste no começo. No meio do trajeto houve um momento de máxima lisura do mar. Perfeito. E depois um pouco de brisa sul, boa para ajudar na chegada. A água estava cristalina. Presenciei o cerco a um cardume de tainha. Executado na pressão pela gritaria que saia do barco com três pescadores. Pareceu bem feito e rápido, só não vi o resultado para saber se foi eficaz. 
Mais ou menos na metade do trajeto, percebi que haviam barcos perto da costa. Mais de perto percebi que as maiores eram as embarcações no estilo pirata, que fazem a alegria dos turistas no verão. Pouco mais a frente avisto a cúpula de uma igreja. E lá mirei para ser resgatado pelas minhas preciosas. Obrigado, Deus! 
Tempo e distância desse tiro único e solitário.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Remada 7: Rio Veríssimo

Dia 03 de maio de 2016, sábado de sol, ótimo para uma remada. Seguindo a sugestão do amigo Leonardo, miramos a foz do Rio Ratones. Partimos da Praia da Daniela, com um vento sul fraquinho nos acompanhando. Fomos seguindo a margem até que notamos que, seguindo dessa maneira o caminho seria muito mais longo que o previsto. Então mudamos o rumo apontando direto para um conjunto de pedras que se via no outro lado da margem. Chegando lá fizemos a primeira parada da trip, que rendeu as fotos que estão logo abaixo. Um super visual, embalado apenas pelos sons da natureza.
Logo ao lado da grande pedra que subi no topo para tirar a primeira imagem, está a foz de um pequeno rio. Mudamos de plano e decidimos entrar nele ao invés de seguir para o Rio Ratones. O riozinho segue vários quilômetros pra dentro da ilha. A natureza é abundante e parece bem preservada nas margens. Sem mais nem menos, após uma curva, estão alguns ranchos de pescadores e algumas casas. As fotos do Google Earth indicam que ali é a Barra do Sambaqui. Confesso que nunca tinha ouvido falar de tal lugar, que é uma calmaria completa.
Abaixo os dois trechos percorridos, com medição dos tempos e distâncias. Na primeira imagem dá para perceber a troca de rumo.
E na imagem abaixo vemos o quanto adentramos no Rio Veríssimo e também nosso trajeto de volta.
Em resumo, muito legal! Mais um pedaço da Ilha de Santa Catarina desbravado no pranchão. Rio Ratones, nos espere que és o próximo.

sábado, 9 de abril de 2016

Remada 6: Cacupé - Beira Mar Norte

Depois de falhar em alguns fins de semana, de volta ao remo e ao pranchão. Ao contrário dos outros, esse trecho da volta à ilha foi no sentido anti horário. Aí na foto de baixo o momento da saída. Quase em frente ao Sesc do Cacupé. 
A primeira sessão foi contra o vento, um pouco trabalhosa, mas a vista da baía do bairro Saco Grande valeu o esforço. A primeira parada foi na prainha que fica embaixo do hotel Maria do Mar. Não dá pra não sentir um pouco de inveja de quem mora na beira do mar.
A partir dali o mar ficou bem mais liso, devido a proximidade com a costa que protegia do vento. Isso até passar o local onde os barcos dos pescadores do João Paulo estão atracados. Depois da curva o achei o vento de novo, e com vontade. Entrei um pouco mais na baía remando contra com a ideia de ir até o mangue. Mas não rolou, seria um esforço meio complicado. Então, logo após aproveitei a força do ar virando para a direção da colônia de pescadores da Ponta do Coral. Mas logo vi que mais interessante seria ir para as ruínas. Fui direto para a estrutura que sobrou do antigo trapiche. Perfeito! Foi possível sentar, tirar umas fotos, ligas para meu suporte em terra, tomar água e comer uma maçã. Coroação da travessia. 
 Foi tão bom que decidi continuar. A vontade foi ir até a estação o meio da Beira Mar. Mas ao passar na frente do Koxixos o cheiro ruim apareceu. Uma lástima ver aqueles canos gigantes mandando ao mar dejetos que certamente deveriam ser tratados. Para ajudar bate um vento de frente. Esconde o cheiro, mas castiga os braços, que acabaram pedindo água. Então decidi ver a polêmica área da cidade mais de perto e voltar para casa. Pela primeira vez em Floripa vi casas suspensas na água. Sabia que na avenida tem palafitas? É uma comunidade que causa impacto visual e nunca é vista inteira por que passa a mil de carro ou mesmo a pé. 
Tempos e distâncias...

domingo, 3 de abril de 2016

Remada -1: Ilha dos Guarás

A travessia até a ilha do Guará foi a minha primeira, mas não a fiz sobre um sup. Na época eu ainda não tinha um. Mesmo assim não pensava muito na possibilidade de adquirir. O trecho foi em um velho longboard 9 pés. Meu grande amigo Demetrius foi de stand up e saímos da frente do Sesc. Claro, foi bem mais fácil pra ele. Não sei porque eu ingenuamente achava que rendia a mesma coisa remar deitado com as mãos ou em pé com um remo. Óbvio que não. A ida foi até fácil, mas a volta doeu. Conhecemos os bombeiros que trabalham lá. Nos deram água gelada e peixe frito. Se não fosse isso teria sido pior ainda. A ilha tem toda estrutura para quem trabalha lá, inclusive energia solar e uma linda vista para toda a baia norte. Além da remada ser forte, ainda esqueci de colocar protetor solar atrás das canelas... As vezes é necessário errar para aprender. Mas enfim, a missão foi cumprida, os quase 6 km foram vencidos. E foi massa! Valeu, Dema!
:-)

sábado, 19 de março de 2016

Remada 5: Praia do Forte - Canasvieiras

Mais um trecho solitário em dia de vento sul. Agora foi da Praia do Forte até Canasvieiras. 

As médias de distância e velocidade, considerando apenas uma parada em todo o trajeto.


domingo, 13 de março de 2016

Remada 4: Ilha do Francês

Sábado de vento sul moderado com rajadas mais fortes. Eu e meu amigo Leonardo saímos para uma remada despretensiosa por Jurerê. Quando nos demos conta já estávamos na metade do caminho até Ilha do Francês. Com a rota de ida tão facilitada pelo vento, decidimos continuar até ela. Foram 3.12 km em 40 minutos e lá chegamos para curtir a vista abaixo.
Eu pensei que fosse possível passear pela ilha. Mas para minha desagradável surpresa ela está cheia de cercas e portões. Os avisos também são bem enfáticos, indicando que se trata de uma propriedade privada e que a entrada é proibida. Encontrei uma reportagem de 2001 no AN Notícias que explica bem a situação do local. Em resumo, houve uma concessão da ilha para uma família que não quer largar o lugar de jeito nenhum...
Bem, se é uma lástima que o lugar não possa ser visitado, por outro lado acredito que sua preservação é levada a sério pelos responsáveis atuais. Será que sua abertura para o público em geral possibilitaria os cuidados que ela merece? Tenho minhas dúvidas... De qualquer maneira, é algo que deveria ser amplamente debatido.

Quase indo embora flagramos um casal acasalando. Que bonitões. Esses sim são locais de verdade. Também vimos um pavão exibindo suas lindas penas azuis na areia da praia, mas no momento que fui tirar uma foto ele rapidamente se escondeu.
A volta foi bem mais difícil que a ida, pois remamos contra o vento. Seguindo um trajeto mais perto da costa, remamos 5.48 km em 1 hora e 30 minutos. Em suma: ótimo passeio, agradável exercício, e essa é só a primeira de muitas outras pequenas ilhas que podemos conhecer aqui por perto.