terça-feira, 3 de maio de 2016

Remada 7: Rio Veríssimo

Dia 03 de maio de 2016, sábado de sol, ótimo para uma remada. Seguindo a sugestão do amigo Leonardo, miramos a foz do Rio Ratones. Partimos da Praia da Daniela, com um vento sul fraquinho nos acompanhando. Fomos seguindo a margem até que notamos que, seguindo dessa maneira o caminho seria muito mais longo que o previsto. Então mudamos o rumo apontando direto para um conjunto de pedras que se via no outro lado da margem. Chegando lá fizemos a primeira parada da trip, que rendeu as fotos que estão logo abaixo. Um super visual, embalado apenas pelos sons da natureza.
Logo ao lado da grande pedra que subi no topo para tirar a primeira imagem, está a foz de um pequeno rio. Mudamos de plano e decidimos entrar nele ao invés de seguir para o Rio Ratones. O riozinho segue vários quilômetros pra dentro da ilha. A natureza é abundante e parece bem preservada nas margens. Sem mais nem menos, após uma curva, estão alguns ranchos de pescadores e algumas casas. As fotos do Google Earth indicam que ali é a Barra do Sambaqui. Confesso que nunca tinha ouvido falar de tal lugar, que é uma calmaria completa.
Abaixo os dois trechos percorridos, com medição dos tempos e distâncias. Na primeira imagem dá para perceber a troca de rumo.
E na imagem abaixo vemos o quanto adentramos no Rio Veríssimo e também nosso trajeto de volta.
Em resumo, muito legal! Mais um pedaço da Ilha de Santa Catarina desbravado no pranchão. Rio Ratones, nos espere que és o próximo.

sábado, 9 de abril de 2016

Remada 6: Cacupé - Beira Mar Norte

Depois de falhar em alguns fins de semana, de volta ao remo e ao pranchão. Ao contrário dos outros, esse trecho da volta à ilha foi no sentido anti horário. Aí na foto de baixo o momento da saída. Quase em frente ao Sesc do Cacupé. 
A primeira sessão foi contra o vento, um pouco trabalhosa, mas a vista da baía do bairro Saco Grande valeu o esforço. A primeira parada foi na prainha que fica embaixo do hotel Maria do Mar. Não dá pra não sentir um pouco de inveja de quem mora na beira do mar.
A partir dali o mar ficou bem mais liso, devido a proximidade com a costa que protegia do vento. Isso até passar o local onde os barcos dos pescadores do João Paulo estão atracados. Depois da curva o achei o vento de novo, e com vontade. Entrei um pouco mais na baía remando contra com a ideia de ir até o mangue. Mas não rolou, seria um esforço meio complicado. Então, logo após aproveitei a força do ar virando para a direção da colônia de pescadores da Ponta do Coral. Mas logo vi que mais interessante seria ir para as ruínas. Fui direto para a estrutura que sobrou do antigo trapiche. Perfeito! Foi possível sentar, tirar umas fotos, ligas para meu suporte em terra, tomar água e comer uma maçã. Coroação da travessia. 
 Foi tão bom que decidi continuar. A vontade foi ir até a estação o meio da Beira Mar. Mas ao passar na frente do Koxixos o cheiro ruim apareceu. Uma lástima ver aqueles canos gigantes mandando ao mar dejetos que certamente deveriam ser tratados. Para ajudar bate um vento de frente. Esconde o cheiro, mas castiga os braços, que acabaram pedindo água. Então decidi ver a polêmica área da cidade mais de perto e voltar para casa. Pela primeira vez em Floripa vi casas suspensas na água. Sabia que na avenida tem palafitas? É uma comunidade que causa impacto visual e nunca é vista inteira por que passa a mil de carro ou mesmo a pé. 
Tempos e distâncias...

domingo, 3 de abril de 2016

Remada -1: Ilha dos Guarás

A travessia até a ilha do Guará foi a minha primeira, mas não a fiz sobre um sup. Na época eu ainda não tinha um. Mesmo assim não pensava muito na possibilidade de adquirir. O trecho foi em um velho longboard 9 pés. Meu grande amigo Demetrius foi de stand up e saímos da frente do Sesc. Claro, foi bem mais fácil pra ele. Não sei porque eu ingenuamente achava que rendia a mesma coisa remar deitado com as mãos ou em pé com um remo. Óbvio que não. A ida foi até fácil, mas a volta doeu. Conhecemos os bombeiros que trabalham lá. Nos deram água gelada e peixe frito. Se não fosse isso teria sido pior ainda. A ilha tem toda estrutura para quem trabalha lá, inclusive energia solar e uma linda vista para toda a baia norte. Além da remada ser forte, ainda esqueci de colocar protetor solar atrás das canelas... As vezes é necessário errar para aprender. Mas enfim, a missão foi cumprida, os quase 6 km foram vencidos. E foi massa! Valeu, Dema!
:-)

sábado, 19 de março de 2016

Remada 5: Praia do Forte - Canasvieiras

Mais um trecho solitário em dia de vento sul. Agora foi da Praia do Forte até Canasvieiras. 

As médias de distância e velocidade, considerando apenas uma parada em todo o trajeto.


domingo, 13 de março de 2016

Remada 4: Ilha do Francês

Sábado de vento sul moderado com rajadas mais fortes. Eu e meu amigo Leonardo saímos para uma remada despretensiosa por Jurerê. Quando nos demos conta já estávamos na metade do caminho até Ilha do Francês. Com a rota de ida tão facilitada pelo vento, decidimos continuar até ela. Foram 3.12 km em 40 minutos e lá chegamos para curtir a vista abaixo.
Eu pensei que fosse possível passear pela ilha. Mas para minha desagradável surpresa ela está cheia de cercas e portões. Os avisos também são bem enfáticos, indicando que se trata de uma propriedade privada e que a entrada é proibida. Encontrei uma reportagem de 2001 no AN Notícias que explica bem a situação do local. Em resumo, houve uma concessão da ilha para uma família que não quer largar o lugar de jeito nenhum...
Bem, se é uma lástima que o lugar não possa ser visitado, por outro lado acredito que sua preservação é levada a sério pelos responsáveis atuais. Será que sua abertura para o público em geral possibilitaria os cuidados que ela merece? Tenho minhas dúvidas... De qualquer maneira, é algo que deveria ser amplamente debatido.

Quase indo embora flagramos um casal acasalando. Que bonitões. Esses sim são locais de verdade. Também vimos um pavão exibindo suas lindas penas azuis na areia da praia, mas no momento que fui tirar uma foto ele rapidamente se escondeu.
A volta foi bem mais difícil que a ida, pois remamos contra o vento. Seguindo um trajeto mais perto da costa, remamos 5.48 km em 1 hora e 30 minutos. Em suma: ótimo passeio, agradável exercício, e essa é só a primeira de muitas outras pequenas ilhas que podemos conhecer aqui por perto.

domingo, 6 de março de 2016

Remada 3: Lagoa da Conceição - Barra da Lagoa

Domingo de boa remada! Dessa vez o trajeto começou na Avenida das Rendeiras e foi quase até o mar, via canal da Barra da Lagoa. O vento estava soprando de nordeste com intensidade fraca, creio que não passava dos 5 nós. Por isso a ida foi um pouco mais cansativa, pois a remada foi contra o vento. E essa foi a vista no primeiro ponto para tomar uma água. 

Com a maré baixando, a passagem de ida pelo canal da Barra da Lagoa foi muito tranquila. Aliás, apenas esse trecho já é um passeio imperdível. Muito legal observar as casas que margeiam o canal. Algumas bem humildes e outras muito luxuosas. Seja qual for a suntuosidade das moradas, a maioria delas possui trapiches, que permitem aquela parada estratégica para curtir o visual.

No meio do canal conheci um senhor que também estava de Sup, e com ele fui remando até a ponte que fica perto do mar. Decidi não ir até a praia pois estava sem cordinha, então ficamos batendo papo no último trapiche por mais de uma hora. Grande figura. Nativo da Barra e com 60 anos de idade, contou várias histórias sobre o local, sua experiência como pescador e salvamentos que fez naquelas águas. Valeu o bom papo, Jacaré.

Depois da conversa, chegando o fim de tarde, parti para a volta. No canal a correnteza estava contra, mas o pouco vento batia estava a favor. Sem maior dificuldade cheguei na Lagoa novamente e ali relaxei um pouco, aproveitando a força do ar para remar menos. Cheguei até a deitar na prancha para aproveitar melhor a solitude. Nesse percurso final voltei um pouco mais perto da costa, que é linda, com vários trechos onde só se vêem árvores e pedras. O céu estava lindo, todo azul ao norte e com uma densa e gigante nuvem ao sul, de onde saiam alguns raios ao longe.